28 de Novembro de 2009

O ex-CICAP


Edifício provavelmente construído no século XVII, passou a ser aquartelamento militar em 1762 aquando de uma reorganização das guarnições militares da cidade. Ali estiveram sedeados o Regimento de Infantaria 6, o Batalhão de Metralhadoras 3 e o Centro de Instrução de Condutores Auto do Porto (CICAP).
Em 1975 uma parte do edifício foi entregue à Universidade do Porto e outra parte aos Serviços do Hospital de Santo António. O actual edifício foi construído na 2ª metade do séc. XIX.
Foi sede da Reitoria da Universidade do Porto durante vários anos até à sua transferência para o antigo edifício da Faculdade de Ciências na Praça Gomes Teixeira.
Nas traseiras do edifício que dá para a rua D. Manuel II estão a ser construídas as novas instalações do ICBAS - Instituto Ciências-Biomédicas Abel Salazar, da Faculdade de Farmácia (projecto do arquitecto João Manuel Soares) e Pólo Ambulatório do Centro Hospitalar do Porto (projecto do arq. Ricardo Alegre).



27 de Novembro de 2009

Ernesto Chardron

Por Ramalho Ortigão, in «As Farpas», 3º tomo.

«Agosto, 1886

Morreu no Porto o editor Ernesto Chardron, cujo nome ocupa na historia da livraria portuguesa d'este seculo um dos logares mais importantes e mais vastos.

Antigo caixeiro da casa Moré, por alguns anos administrada por Gomes Monteiro, depois da morte do fundador, Chardron teve o prémio grande n'um bilhete da loteria; e foi com esse fundo de acaso, 8 ou 10 contos de reis, que ele se estabeleceu por sua conta e montou a casa editorial que em pouco se tornou famosa.

Entre os frequentadores ordinarios do largo dos Loios e da praça D. Pedro no Porto, Chardron era muito mais celebrado pelos menus dos seus jantares do que pelos catalogos das suas publicações.
Ele foi, com efeito, durante os ultimos vinte anos o homem que melhor comeu na cidade do Porto, onde a gastronomia está longe de se poder considerar á altura do seculo.

Tirem-lhe o arroz dôce, tirem-lhe o arroz de forno, tirem-lhe o peixe frito do Reimão, tirem-lhe as decantadas tripas - especie de dobrada de estilo composito, que se serve dentro de uma terrina em que entra tudo quanto constitui um jantar, desde a sopa até o queijo e a pera - e a cidade do Porto tem esgotado todo o seu reportorio culinario.

Chardron cultivava excepcionalmente a arte das boas ceias planturosas e finas, e era unicamente á sua mesa de celibatario rico, a que ele não reunia senão sabios compatriotas e raros literatos nacionaes arrancados á idolatria da tripa e da orelheira com feijão pela catequese do Café Anglais, que a gente podia, dentro dos muros da cidade invicta, reatar conhecimento com a suculenta galinhola ou com a aromatica perdiz, sucessivamente assada e constipada no espêto, já por um hemisfero já pelo outro, entre as correntes de ar e as baforadas de lume mais sabiamente combinadas para manter no volatil assado e servido a ponto tudo quanto ele pode oferecer de mais requintado e de mais profundo no chorumento suco da polpa, na loura, estalante e fusivel delicadeza da pele.

Era unicamente á comunhão da sua mesa que, ao lado da sagrada particula venatoria, o peregrino encontrava o fino legume de maravilhosa precodidade, a tenra ervilha apenas desmamada da primeira vagem do ano, a pingue alcachofra anodina, a trufa ardente e insidiosa, e o calmante espargo, enquanto na taça das libações corria num fio tépido, aromatico e rubro, um legitimo Bourgogne, ou cahia em granizo um autentico Champagne.

A cozinheira de Chardron só fazia bem o assado. Seu amo não lhe permitia que se achincalhasse tocando em qualquer outro serviço que não fôsse aquele para que a providência manifestamente a destinára, e era unica e exclusivamente como rotisseuse que a empregava.

Quem no Porto sabia fazer os civets, as gibelottes, as matellotes, as ramoulades, era a cozinheira de Genilioux. Chardron, para comer em termos acabara por dividir o jantar em fasciculos, fazendo aparecer a introdução e a primeira parte da obra em casa do seu amigo, a segunda parte e o epilogo em sua casa.

Na escolha dos livros era muito mais latitudinario que na escolha das iguais. O seu deposito de impresso ocupa dois ou tres predios, e é uma cousa assombrosa de variedade e quantidade; - tratados vários; relatorios, regulamentos, manuaes; traduções de Ponson du Terrail, de Montépin, de Eugène Sue, de Frederico Soulié, de Fernandez y Gonzalez, de Legouvé, de luiz Figuier, de perez Escrich, de Lamartine, etc.; compendios, dicionarios, enciclopedias; metodos facilimos, discursos, rudimentos, ocios, repositorios, noticias, elementos, viagens, fantasias, e vidas; sermonarios, alamanques, agendas, albuns, livros de missa, descobertas, maravilhas; e uma serie infindavel de obras devotas e de cartapacios consagrados á classe eclesiastica, como o Tesouro de prégadores, a Vida de Pio IX, o Catecismo exemplificado, a Cerimonia da missa, Ancora da salvação, Discurso ácêrca da religião catolica, Os heroes catolicos, Os jesuitas, A lei de Deus, A hospedaria do anjo da guarda, O maná do sacerdote, Ás senhoras da associação da caridade, etc., etc., etc.

Nada mais interessante para a historia da mentalidade portuguesa durante os ultimos vinte anos do que seguir atravez d'este dedalo de publicações , d'estes centenares de volumes em brochura e em papel, sobre assuntos mais variados, mais diversos e mais contraditorios, o fio da curiosidade publica, medindo a procura de cada obra pelo que resta da respectiva edição no armazem. Recomendo aos sucessores de Chardron esse interessante estudo estatistico.

Além da grande e confusa massa de livros a que me refiro, Chardron teve a honra de editar obras dos nossos primeiros escritores, como Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz e Guerra Junqueiro. Por muitos anos foi ele o editor unico de Camilo, mas tanto este como outros eram já celebres e ilustres quando Chardron lhes imprimiu os livros. Não creio, de resto, que ele proprio os lesse, nem que, lendo-os, encontrasse uma diferença incomensuravel entre o Crime do Padre Amaro - por exemplo - e O maná do sacerdote.

Chardron publicou muitos livros, comprou muitos manuscritos, e foi com todos os escritores da sua convivencia um comerciante honrado, de um espirito conciliador e benigno, de um coração largo. Aqueles cujas obras ele editou, e que lidaram com ele, recordarão por muito tempo a sua jovial fisionomia, como a de um d'esses raros homens alegres, saudaveis e bons, que sabem adoçar a vida no que ela tem de mais aspero, tratando os negocios como se tratam os prazeres, e não sendo menos sérios nos seus contratos do que os maiores massadores d'este mundo. Essa é a bela e simpatica feição que o distingue.

Enquanto a determinar, atravez da publicidade, alguma especial corrente de idéas; emquanto a distinguir e a agrupar em torno de si, na confusa refrega, aqueles que teem de ser os vencedores e os chefes do movimento novo, Chardron não o sabia fazer.

Assim está inteiramente fora do seu plano de editor o fino tacto com que Jorge Charpentier, por exemplo, soube enfeixar a obra de Flaubert, de Zola, dos dois Goncourts, de Maupassant e de Daudet.
Todos os leitores conhecem hoje perfeitamente a afinidade que existe entre esses seis escritores. Charpentier sentiu-a antes que o publico a compreendesse. Eis a habilidade que não teve Chardron»

Ernesto Chardon foi livreiro e editor. Nasceu em França em 1840, falecendo no Porto, em 1885. Fundou no Porto a Livraria Internacional, na Rua dos Clérigos, nº96-98, em 1869. No mesmo local seria, após a sua morte, instalada a livraria Lugan & Genelioux e em 1894 a firma José Pinto de Sousa Lello & Irmão, a qual veio a construir, em 1906, na rua dos Carmelitas nº144 o actual estabelecimento, passando, em 1919, a designar-se por Lello & irmão.

15 de Novembro de 2009

As cheias de 1909 - V

Praça da Ribeira

As cheias de 1909 - IV

Massarelos

As cheias de 1909 - III

Massarelos

12 de Novembro de 2009

As cheias de 1909 - II

(via Portuense)

As cheias de 1909 - I

(foto via Das margens do rio)


«Entre os dias 17 e 25 de Dezembro de 1909, as águas do Douro sobem de nível e a sua corrente arrasta tudo o que encontra.
Em tempo de Natal a tragédia aconteceu. Havia já alguns dias que a chuva caía copiosamente.

Nesse tempo o rio Douro não tinha barragens para lhe moldarem a rudeza do carácter e lhe domesticarem as suas águas bravas.

O Douro apenas obedecia às ordens da sua mãe: a Natureza.

Para portuenses e gaienses o Natal de 1909 foi terrível.
Na Madrugada de 21 de Dezembro detectou-se uma subida do rio, fora do normal. No Cais dos Guindais, no Porto, onde os rabelos descarregavam os produtos agrícolas vindos do Alto-Douro, estava tudo inundado. As balanças e os guindastes para o descarregamento das mercadorias, tinham só a parte superior de fora.

Durante a tarde afundam-se duas barcaças no lado de Gaia, com elas desaparecem os carregamentos que traziam toros de pinheiro e de carvão. Eram horas de expectativa e muita ansiedade. A chuva continuava a cair com intensidade, sem parar. A maré subia e invadia com suas águas os estabelecimentos comerciais e habitações das zonas ribeirinhas do Porto e de Gaia.
Em Gaia mais 11 barcas de carga eram arrastadas pela corrente, acabando por se despedaçarem contra os vapores fundeados no Cais do Cavaco.

Na manhã do dia 22, o mercado ribeirinho da Gaia «fugira» para a Rua Direita. No Porto, a Praça da Ribeira estava meia encoberta de água.

Entretanto, da Régua chegava um telegrama nada animador, que informava que o Douro continuava a crescer. Nesse dia perderam-se mais de 60 barcas de carga, a maior parte foi barra fora. Uma delas, carregada de toros de pinheiro, engatou à passagem nos cabos que seguravam o iate inglês "Ceylon" e levá-lo-ia até à desgraça, não fora a intervenção corajosa de alguns pescadores da Afurada.

Ao fim do dia, no Porto, a Praça da Ribeira, estava submersa. Na noite desse sinistro dia 22 de Dezembro, o céu estava negro, o vento sul soprava demolidor, as águas corriam fortes e barrentas. A medição da velocidade do caudal registava as 11 milhas horárias, entretanto um novo telegrama chegava da Régua, o qual dizia que as águas continuavam a subir, sem parar.

Era a catástrofe.

Às primeiras horas do dia 23, o rio galgava o Muro dos Bacalhoeiros, no Porto. O pânico estava instalado entre os moradores das duas margens do Douro. A força das águas arrastou tudo, a Foz parecia um cemitério de restos de embarcações.
Ao meio-dia, com a preia-mar, o nível do rio estava a cerca de 80 centímetros do tabuleiro inferior da ponte Luís I. È programada a demolição deste com explosivos. Está batido em um metro o recorde das cheias de 1860.

Os episódios trágicos multiplicam-se. No início da tarde, perante os olhares atónitos dos milhares de pessoas que se encontravam nas margens, um pequeno bote faz a sua descida para a morte — no interior apenas um vulto, o de um homem, vindo sabe-se lá donde, de joelhos, as mãos postas a bradar a Deus e aos homens que o salvem. Num repente, defronte da Alfândega, a embarcação vira-se e é engolida, desaparecendo para nunca mais ser vista.
Em Gaia, um comerciante, proprietário de muitas barcas afundadas, enlouquece e dá entrada no Hospital do Conde de Ferreira. As notícias da época falam de suicídios, gente que ficou na miséria e desesperou.

Ao anoitecer do dia 23, a chuva e o vento abrandam.

Na manhã do dia 24 a cheia retrocede. No dia 25 o Sol brilha radioso. Podia-se enfim, dar atenção ao Natal e aos desafortunados moradores ribeirinhos que tinham ficado sem lar.»

11 de Novembro de 2009

Teatro Carlos Alberto


Rua das Oliveiras, 42.
Construído nos antigos jardins do Palácio do Barão do Valado, casa onde o rei da Sardenha, Carlos Alberto, se alojara por algumas semanas em 1849, foi o teatro inaugurado a 14 de Outubro de 1897 sob a invocação daquele ex-monarca.
Alugado pela Secretaria de Estado da Cultura nos finais da década de 70 do século XX, adoptou a designação de Auditório Nacional C.A. em 1980 tornando-se durante vários anos um importantíssimo pólo de divulgação de cinema. Tirando proveito da sua actividade que criou um público cinéfilo e especializado, ali decorreram as primeiras edições do festival de cinema Fantasporto.
Encerrado em 2000, foi adquirido pela Sociedade Porto 2001 e reaberto a 15 de Setembro de 2003 sendo actualmente gerido pelo Teatro Nacional de São João.

(foto de Casos e Casos)

Teatro São João


Praça da Batalha.
Teatro Nacional São João, propriedade do pelo Estado desde 1992.
No mesmo local existiu o Real Teatro São João, edificado em 1794 com projecto de Vicente Mazzoneschi. Inaugurado a 13 de Julho de 1798 pelo aniversário do Príncipe Regente D. João (futuro D. João VI). A 11 de Abril de 1908 um vilento incêndio destruiu completamente o teatro, reedificando-se no mesmo local um novo teatro sob projecto do arquitecto Marques da Silva e teve inauguração a 7 de Março de 1920, servindo também como sala de cinema até á sua aquisição pelo Estado.

Teatro Rivoli


Praça D. João I
Construído em 1913, sob o nome de Teatro Nacional, foi totalmente alterado em 1923 adquirindo a actual designação, com adaptação também a espectáculos de cinema, sob projecto do arquitecto Júlio Brito. Encerrado em 1992, reabriu em 1997 após ser adquirido pela Câmara Municipal do Porto e realizadas obras de remodelação sob projecto do arquitecto Pedro Ramalho.

Teatro Sá da Bandeira



Inaugurado em 1877 com o nome de «Teatro Circo do Príncipe Real», modificado em 1887 para «Teatro do Príncipe Real» e uma semana depois da implementação da república (1910) para a actual designação.
Em Julho de 1896 naquela sala de apresentou em Portugal o primeiro filme, pelo método do animatographo com a película «do electricista Sr. Rousby» e Aurélio da Paz dos Reis, em 12 de Novembro do mesmo ano ali apresentou o primeiro filme português.

BalletTeatro Auditório

Praça 9 de Abril, 76

Teatro do Belomonte




Projecto do arquitecto José Manuel Gigante, construído em 1992 para a companhia de Teatro de Marionetes do Porto (fundada em 1988), situado na Rua do Belomonte 57.

Teatro Helena Sá e Costa


Rua da Alegria, 503 (entrada pela Rua da Escola Normal, nº 39)
Propriedade da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto.
Obra (1996) do Arquitecto Filipe Oliveira Dias, edificado no pátio da Escola Normal (edíficio de 1883) e inaugurado em 1999.

Teatro do Campo Alegre





Projecto do Arquitecto Rogério Cavaca. Inaugurado no ano 2000. Propriedade da Fundação da Ciência e Desenvolvimento.
Companhia residente, com contrato até 2015: Seiva Trupe-Teatro Vivo CRL.
Tem Cine-Estúdio.

10 de Novembro de 2009

A Nova Indiana


Mercearia fina na Rua de Cedofeita.
De «Irmãos Fernandes Lda» (Américo Azevedo Fernandes e Adriano Fernandes de Azevedo. Encerrou na década de 80 do século XX. (via e informações de TAF)

Farmácia Almeida Cunha Lda

Rua Formosa

Edifício dos Correios - Batalha

Alfândega


Capa de um disco de 1960, vendo-se ao fundo o rio pejado de barcas e o edifício da Alfandega. Fotografia tirada da Rua Jorge Viterbo Ferreira, ao lado dos jardins do Palácio de Cristal, sob a rua da Restauração.

(do blog Ié-Ié)

6 de Novembro de 2009

O último lavrador da Foz

um filme de Sasu Sorkio

4 de Novembro de 2009

3 de Novembro de 2009

Café Ancora D'Ouro

«CAFÉ ANCORA D’OURO

Neste popularíssimo estabelecimento, ao Carmo, ia-se há dias travando sério conflito.
Eis o caso:
Estavam dois indivíduos jogando as damas, vai senão quando entra um cavalheiro, que não podemos saber quem era acompanhado de uma senhora. Acto contínuo brada um dos jogadores cheio de contentamento:
«Bravo! Sim, senhor. Um porco e uma dama! Está comido, parceiro.
Oh, palavra que disseste! O cavalheiro, que ainda bem não se tinha sentado, dá um pulo como se uma cobra o tivesse mordido no fraco e de um salto posta-se, de rewolver em punho, frente a frente com o seu antagonista, parecendo querer devoral-o só com o olhar. Há grande alvoroto entre os frequentadores. Vêem-se aqui e ali bancos por terra…. É tudo confusão. Cá fora algumas pessoas perguntam o preço da entrada, julgando ser alguma exposição de noivos Liliputianos.
Apparece a policia e procede a averiguações, apprehendendo a arma ao offendido.
Estava n’este ponto a questão, quando rompe do meio da turba uma estridente e prolongada gargalhada.
Todas as physionomias se volveram, procurando com o olhar o insolente que se atrevia a tanto.
O arrojado continuava a rir apontando para o taboleiro das damas que estava sobre um meza, onde momentos antes estavam jogando os promotores da desordem, e… oh céos!....Tudo pasmou.
No taboleiro que por felicidade até ahi se tinha conservado intacto, claramente se via que um dos parceiros tinha dado um poço e feito uma dama.
………………………………………………….
O cavalheiro offendido exigiu da policia o rewolver apprehendido, pois que era a caixa d’um excellente cachimbo que possuía.»


In O Ecco do Povo, Anno 1, nº1, Domingo, 15 de Maio de 1887, Porto

Evocação dos inícios da aviação

Jardins do Palácio de Cristal, homenagem da Força Aérea Portuguesa

«1909-1959 - Desde 1883 destes jardins se elevaram no espaço vários balões livres. Pilotados por aeronautas portugueses e estrangeiros concorrendo assim para a propaganda da aeronáutica em Portugal»

Mobiliário Urbano - XXXIII

Banco de Jardim

Mobiliário Urbano - XXXII

Banco de jardim

27 de Outubro de 2009

A primeira mota em Portugal

Velódromo das Devezas (...) 9ª corrida (original), 10:000 metros: record em bicycleta com motor a petróleo pelo sr. Benedicto Ferreirinha. Esta machina, que foi a primeira que se apresentou em publico, deu 50 voltas, percorrendo 10:000 metros em 17 minutos e 1 segundo.»

in O Velocipedista, , nº61, 1 de Setembro de 1895.

Theatro Guinol

«Inaugurou-se domingo ultimo este elegante theatro barraca construido recentemente em frente ao jardim da Cordoaria. N‘este theatro que interiormente se acha distintivamente ornamentado há todas as noites variados espectáculos por fantoches.»


In Jornal Moderno, nº3, ano 1, Porto, 27 de Novembro de 1890.

21 de Outubro de 2009

Cinema Águia D'Ouro

17 de Outubro de 2009

Cinemas do Porto

Águia d'Ouro, Praça da Batalha (1900-?);
Batalha, Praça da Batalha, 47;
Casa das Artes, Rua de Ruben A, 200;
Carlos Alberto, Rua das Oliveiras;
Carvalhosa, Rua.... (1933);
Central-Cine da Carcereira, Rua de Pedro Hispano, 600;
Central Shopping, Rua de Santos Pousada, 290,
Charlot, Praça Mouzinho de Albuquerque, 113, Centro Comercial Brasília;
Cidade do Porto, Rua Gonçalo Sampaio, 350;
Cine-Foz, Esplanada do Castelo (?-Maio de 2003);
Cine-Palais, Rua de Alexandre Herculano, (27/04/1907-?),
Cine-Teatro Vale Formoso, Rua de S. Dinis, 892,
Cinema do Terço, Rua João Pedro Ribeiro, 680;
Coliseu do Porto, Rua Passos Manuel 137; (1941- actualidade);
Éden Theatro, Rua Alexandre Herculano;
Estúdio, Rua de Costa Cabral, 128;
Estúdio FOCO, Rua Afonso Lopes, Vieira, 54 (inaugurado a 8/09/1973);
Estúdio 400, Rua de Pêro de Alenquer;
High-Life, Rotunda da Boa Vista (1906); Jardim da Cordoaria (1908), Praça da Batalha (1908);
Júlio Diniz, Rua de Costa Cabral, 323;
Lumiére - A e L, Rua José Falcão;
Nun'Alvares, Rua de Guerra Junqueiro, 485;
Ódeon Cine-Teatro, Rua Pinto Bessa;
Olympia Kinema Teatro, Rua de Passos Manuel, (1912-?);
Passos Manuel, Rua Passos Manuel, 137; (abertura 21/11/1971, encerrado em 2002, reaberto em 08/11/2004, encerrado em 2006);
Pedro Cem, Rua de Júlio Diniz, 103, r/c;
Rayone, Rua João Lúcio de Azevedo, 71;
Rendez-Vous d'Elite, Castelo da foz (Julho 1907-?);
Rivoli, Praça D. João I;
Sá da Bandeira, (Teatro do Príncipe Real), (26/08/1896-actualidade), Rua de Sá da Bandeira, 108;
Sala Bébé, Praça da Batalha 47;
Salão Cinematográfico do Chiado (Animatographo dos Grandes Armazéns do Chiado), Rua dos Carmelitas (09/05/1907);
Salão Express, Rua do Bonjardim (1896-?);
Salão Jardim Passos Manuel, Rua de Passos Manuel 137 (17/03/1908-1938);
Salão Marquez de Pombal, Rua do Lindo Vale (R. da Constituição/Largo Marquês de Pombal - 08/07/1907-?);
Salão Paraíso (Salão Cinematográfico Portuense, Animatographo do Paraíso, Salão d'Elite), Rua do Bonjardim, Pátio do Paraíso (30/03/1907-?);
Salão Pathé, Rua José Falcão (09/08/1907-?);
Salão Santa Catarina, ?, (1907-?);
São João, Praça da Batalha;
Stop - 1 e 2, Rua do Heroísmo, 333;
Teatro Vasco da Gama, Rua do Teatro;
Trindade (Salão Jardim da), Rua Ricardo Jorge, (14/06/1913 - 1989);

16 de Outubro de 2009

Planta da Rua Mousinho da Silveira


clikar na imagem para melhor visualização

Projecto apresentado e aprovado pela Câmara Municipal do Porto a 17 de Junho de 1872, assinado por Luís António Nogueira, Director geral da Secretaria, intitulado «Planta do Projecto da Rua da Biquinha paralela à rua das Flores, a qual a Exª Câmara pretende mandar abrir para ligar o Largo da Feira de S. Bento com a Rua de S. João».
Na mesma altura foi apresentado um projecto de alargamento e alinhamento da Rua das Congostas entre a Rua de S. João e a Rua dos Ingleses. Em 1875, foi apresentando novo projecto, praticamente igual, mas em que a nova Rua da Biquinha passava de 16 metros para 19 de largura, passando também a ser designada por Mousinho da Silveira. Em 1882, por proposta do presidente da CMP viu a Rua das Congostas alterado o nome para Mousinho da Silveira, por se entender ser continuação da mesma.

15 de Outubro de 2009

«O Diário do Porto»

Entreposto Frigorífico do Peixe


Também conhecido como «Bolsa do Pescado», «Lota do Peixe de Marrarelos», «Armazéns Frigoríficos de Peixe».
Projecto modernista do Arquitecto Joaquim Godinho, construído entre 1933 e 1935. Em 1961 foi adquirido pela Empresa de Cimentos de Leiria transformando-se em armazém. Em 1977 foi classificado como Imóvel de Interesse Público.
Situa-se na Alameda Basílio teles, na esquina com a Rua D. Pedro V.
Abandonado há vários anos, já teve diversas ocupações, incluindo parque de jogos, para futebol de salão.
(foto retirada de Google Maps-Street)

Hospital de Santo António - 1


in «A Illustração Portugueza», 20 de Outubro de 1884

14 de Outubro de 2009

Bicycleta-motor a petróleo

«O conhecido industrial e comerciante portuense, o nosso amigo João Garrido, despachou no dia 29 do mês findo, na alfândega de Lisboa, uma bicicleta com motor a petróleo e que chegou ao Porto no dia seguinte, anteontem.
O Sr. Garrido vai fazer uma experiência pública deste aparelho em um dos velódromos do Porto.
A bicicleta em questão tem estado exposta no estabelecimento que o Sr. João Garrido possuiu à rua Passos Manuel.»

in «O Velocipedista», Ano 3º, nº59, 1 de Agosto de 1895.

9 de Outubro de 2009

Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria XIII

Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria XII

Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria XI

Dormitório do Convento e muro da muralha junto à antiga Porta de carros

Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria X

Claustro de S. Bento das Freiras

7 de Outubro de 2009

Aljube eclesiástico



«Largo» (Rua) de São Sebastião, junto à Sé Catedral.
Construção do século XVIII, veio substituir o antigo Aljube eclesiástico situado perto do Arco de Vandoma. Apenas a parte superior do edifício seria verdadeiro aljube, sendo o piso térreo para aluguer. Foi também cadeia civil e em 1865 ali criada uma secção para recolha de «mulheres vagabundas». Dez anos depois também ali se instalou um «asilo de rapazes». Totalmente desactivado nos anos 20 do século XX, é propriedade particular.

Vista actual (via Google Maps- Street View):


6 de Outubro de 2009

Igreja de Nossa Senhora da Graça

Vista tirada do largo do Viriato. Vê-se a torre sineira e parte cimeira da fachada da Igreja de Nossa Senhora da Graça, do Colégio dos Meninos Órfãos, edífício demolido para a construção Escola Politécnica, actual Reitoria da Universidade do Porto.

Fonte: Imagem do Jornal de Notícias

CUFP

Fonte da imagem: Jornal de Notícias

Instalações da fábrica da CUFP - Companhia União Fabril Portuense de Cerveja e Bebidas Refrigerantes - Sociedade Anónima de Responsabilidade Limitada, conhecida como «CUFP», situadas na esquina da Rua de Júlio Dinis (onde se encontram actualmente os edífícios «Mota-Galiza» e Rua da Piedade.
O edifício ficou concluído em Janeiro de 1904, situando-se na Rua da Piedade nº140 a sede da empresa e unidade fabril.

A empresa foi o resultado da fusão de sete fábricas de cerveja, 6 do Porto e uma de Ponte da Barca ( Fábrica da Piedade, Fábrica do Mello, M. Achvek & Cia., J.J. Chentrino &Cia, J.J. Persival & Cia e M. Schereck e a Fábrica de Ponte da Barca), tendo sido criada no dia 7 de Março de 1890 com um capital de 125 contos de reis, distribuídos por 1250 acções de cem mil reis cada. A sua sede e unidade fabril situava-se inicialmente na Rua do Mello.
Em 1964 foram inauguradas as instalações fabris em Leça da Palmeira. Em 1971 foi terminada a demolição das instalações de Júlio Dinis.
A empresa foi nacionalizada durante o processo revolucionário a seguir ao 25 de Abril de 1974 e em 1977, foi criada a empresa UNICER, por fusão da CUFP com outras duas cervejeiras: a Imperial e a Copeja. A Unicer foi privatizada em 1990.

15 de Setembro de 2009

10 de Setembro de 2009

A Confraria do Corpo Santo

«A Confraria das Almas do Corpo Santo de Massarelos e as suas congéneres de mareantes», por Jorge Manuel da Conceição Rodrigues (2002).



«

8 de Setembro de 2009

Subestação do Castelo do Queijo - III

O edifício do CLIP - Colégio Luso Internacional do Porto em 1989 após obras de recuperação. Funcionou o CLIP na antiga Sub-estação dos STCP no Castelo do Queijo (contruída em 1912), entre 1989 e 1998.

Em 1999 foi vendido à Câmara Municipal do Porto.

Em 2009 encontra-se no seguinte estado:


Passeio Porto Antigo'09

Notas:
1. Este blog nada tem a ver com o evento anunciado no cartaz......
2. Louva-se a feliz escolha do nome da iniciativa...;
3. Trata-se da primeira imagem propriamente «não-antiga» do blog uma vez que no momento em que é colocada o evento ainda não ocorreu («Porto futuro», portanto.....)

Subestação do Castelo do Queijo - II


1989



Esplanada do Rio de Janeiro.
Já depois das obras de recuperação


Subestação do Castelo do Queijo - I


O estado do edifício em 1988 quando foi cedido pelos STCP para a criação do CLIP - Colégio Luso Internacional do Porto.


ACÔRDO DE CEDENCIA GRATUITA E TEMPORARIA DO
PREDIO DO CASTELO DO QUEIJO
------OUTORGANTES -----
PRIMEIRO -
SERVIÇO DE TRANSPORTES COLECTIVOS DO PORTO, com sede na Av . da Boavista 806, no Porto, representado pelo seu Presidente do Conselho de Gerencia, Senhor Engenheiro Carlos Eugenio Pereira de Brito, casado, residente naRua Bras Cubas, 66 - 2Q - Porto, abaixo abreviadamente designado por primeiro outorgante
SEGUNDO -
FUNDAÇÃO LUSO INTERNACIONAL PARA A EDUCAÇÃ E CULTURA NA ZONA NORTE, com sede na Rua Sá da Bandeira, 726 - 2Q - Dt no Porto, representado pelo seu Presidente, Senhor Dr. Artur Alexandre Feio Victoria Candeias, casado, advogado, residente na Rua Sá da Bandeira, 726 - 2Q - Dt no Porto.

Entre ambos os outorgantes celebra-se 0 presente contrato de cedência gratuita do EDIFICIO DA SUBESTAÇÃO DO CASTELO DO QUEIJO, por prazo e com as clausulas seguintes:
1 - O primeiro outorgante e proprietário e possuidor do prédio ,
2 - o primeiro outorgante entrega ao segundo o identificado prédio, desocupado para este o utilizar.
3 - O identificado prédio destina-se a ser utilizado como estabelecimento de ensino no pleno desenvolvimento da actividade do segundo outorgante e instalação da sua sede.
4 - O primeiro outorgante autoriza que segundo a nele exerça a sua activic1.até ate 31 de Dezembro de 1998 (trinta e um de Dezembro de mil novecentos e noventa e oito), data em que o segundo outorgante devera devolver ao primeiro completamente livre e desocupado.
5 - o primeiro outorgante autor o segundo efectuar no prédio todas as obras necessárias a adaptação do prédio para o fim a que se destina.
6 - As obras a efectuar não poderão alterar a sua traça, devendo o respectivo projecto ser aprovado pelo primeiro outorgante.
7 - o segundo outorgante obriga-se a entregar ao primeiro o prédio no termo do prazo com todas as benfeitorias nele introduzidas.
8 - Caso 0 segundo outorgante por qualquer motivo, não o fizer será da responsabilidade exclusiva do primeiro outorgante, a sua entrega completamente livre e desocupado no termo do prazo e pagar uma indenização correspondente e a 1 500 000$00 -
Porto, (...) 8 de Abril de 1988

Estação da Boavista

Estação de caminhos de ferro da Boavista
(Praça Mousinho de Albuquerque/Rotunda da Boavista) - sem data, mas provavelmente 2007.
Linha, entre a Boavista e Póvoa do Varzim, inaugurada a 2 de Outubro de 1875.
Encerrada a 23 de Fevereiro de 2002.


7 de Setembro de 2009

Mobiliário Urbano - XXXI

Elevador para parque de estacionamento (Praça Carlos Alberto)

Mobiliário Urbano - XXX

Sanitários (Jardim da Cordoaria)