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11 de julho de 2014

10 de julho de 2014

Porto

Carlos Relvas, cerca de 1865
(clikar na foto para ver maior)

8 de agosto de 2013

A «Lisboa» de que todos gostamos....

 Embora este seja um espaço dedicado à nossa cidade, não ignoramos que outras cidades, nomeadamente a nossa capital, Lisboa, tem igualmente recantos encantadores e que o seu afamado rio Tejo em tempos idos tinha uma actividade intensa e pitoresca. A agitação mercantil das suas zonas ribeirinhas deram azo a bonitos postais que ainda hoje se apreciam com especial prazer......



23 de maio de 2013

View


in «The Pictorial Times», 1847. 
Revista semanal publicada entre 1843 e 1848.

15 de maio de 2012

«Douro, Faina Fluvial (1931,versão original), de Manoel de Oliveira

Realização e produção: Manoel de Oliveira Adaptação musical: Luís de Freitas Branco Fotografia: António Mendes

27 de janeiro de 2010

12 de novembro de 2009

As cheias de 1909 - II

(via Portuense)

As cheias de 1909 - I

(foto via Das margens do rio)




«Entre os dias 17 e 25 de Dezembro de 1909, as águas do Douro sobem de nível e a sua corrente arrasta tudo o que encontra.
Em tempo de Natal a tragédia aconteceu. Havia já alguns dias que a chuva caía copiosamente.

Nesse tempo o rio Douro não tinha barragens para lhe moldarem a rudeza do carácter e lhe domesticarem as suas águas bravas.

O Douro apenas obedecia às ordens da sua mãe: a Natureza.

Para portuenses e gaienses o Natal de 1909 foi terrível.
Na Madrugada de 21 de Dezembro detectou-se uma subida do rio, fora do normal. No Cais dos Guindais, no Porto, onde os rabelos descarregavam os produtos agrícolas vindos do Alto-Douro, estava tudo inundado. As balanças e os guindastes para o descarregamento das mercadorias, tinham só a parte superior de fora.

Durante a tarde afundam-se duas barcaças no lado de Gaia, com elas desaparecem os carregamentos que traziam toros de pinheiro e de carvão. Eram horas de expectativa e muita ansiedade. A chuva continuava a cair com intensidade, sem parar. A maré subia e invadia com suas águas os estabelecimentos comerciais e habitações das zonas ribeirinhas do Porto e de Gaia.
Em Gaia mais 11 barcas de carga eram arrastadas pela corrente, acabando por se despedaçarem contra os vapores fundeados no Cais do Cavaco.

Na manhã do dia 22, o mercado ribeirinho da Gaia «fugira» para a Rua Direita. No Porto, a Praça da Ribeira estava meia encoberta de água.

Entretanto, da Régua chegava um telegrama nada animador, que informava que o Douro continuava a crescer. Nesse dia perderam-se mais de 60 barcas de carga, a maior parte foi barra fora. Uma delas, carregada de toros de pinheiro, engatou à passagem nos cabos que seguravam o iate inglês "Ceylon" e levá-lo-ia até à desgraça, não fora a intervenção corajosa de alguns pescadores da Afurada.

Ao fim do dia, no Porto, a Praça da Ribeira, estava submersa. Na noite desse sinistro dia 22 de Dezembro, o céu estava negro, o vento sul soprava demolidor, as águas corriam fortes e barrentas. A medição da velocidade do caudal registava as 11 milhas horárias, entretanto um novo telegrama chegava da Régua, o qual dizia que as águas continuavam a subir, sem parar.

Era a catástrofe.

Às primeiras horas do dia 23, o rio galgava o Muro dos Bacalhoeiros, no Porto. O pânico estava instalado entre os moradores das duas margens do Douro. A força das águas arrastou tudo, a Foz parecia um cemitério de restos de embarcações.
Ao meio-dia, com a preia-mar, o nível do rio estava a cerca de 80 centímetros do tabuleiro inferior da ponte Luís I. È programada a demolição deste com explosivos. Está batido em um metro o recorde das cheias de 1860.

Os episódios trágicos multiplicam-se. No início da tarde, perante os olhares atónitos dos milhares de pessoas que se encontravam nas margens, um pequeno bote faz a sua descida para a morte — no interior apenas um vulto, o de um homem, vindo sabe-se lá donde, de joelhos, as mãos postas a bradar a Deus e aos homens que o salvem. Num repente, defronte da Alfândega, a embarcação vira-se e é engolida, desaparecendo para nunca mais ser vista.
Em Gaia, um comerciante, proprietário de muitas barcas afundadas, enlouquece e dá entrada no Hospital do Conde de Ferreira. As notícias da época falam de suicídios, gente que ficou na miséria e desesperou.

Ao anoitecer do dia 23, a chuva e o vento abrandam.

Na manhã do dia 24 a cheia retrocede. No dia 25 o Sol brilha radioso. Podia-se enfim, dar atenção ao Natal e aos desafortunados moradores ribeirinhos que tinham ficado sem lar.»

10 de novembro de 2009

Alfândega


Capa de um disco de 1960, vendo-se ao fundo o rio pejado de barcas e o edifício da Alfandega. Fotografia tirada da Rua Jorge Viterbo Ferreira, ao lado dos jardins do Palácio de Cristal, sob a rua da Restauração.

(do blog Ié-Ié)